Ibovespa sobe 1,20% e se aproxima dos 188 mil pontos, enquanto petróleo mantém pressão perto dos US$ 100
Na mínima, o índice ainda chegou a registrar alta de 0,03%, aos 185.208 pontos, mostrando que, apesar da forte oscilação, a pressão compradora prevaleceu até o fechamento.
Com o resultado, o Ibovespa acumula alta de 5,61% em setembro e de 16,29% em 2026.
No câmbio, o movimento também foi favorável ao mercado brasileiro. O dólar comercial recuou 0,88%, para R$ 5,0858 na venda, enquanto o dólar paralelo caiu 0,43%, a R$ 5,30.
Olhar Diário Fiscal
- Fator dominante: a valorização das ações ligadas às commodities, especialmente ao petróleo, sustentou o Ibovespa mesmo diante das novas tensões geopolíticas.
- Fator secundário: a queda do dólar e o ambiente de recuperação dos ativos brasileiros ajudaram a ampliar os ganhos do índice.
- Impacto observado: Ibovespa subiu 1,20%, aos 187.366 pontos, chegou a testar os 189 mil durante o pregão e elevou sua valorização no ano para 16,29%.
Petróleo flerta com os três dígitos
O petróleo voltou a ser um dos principais protagonistas do mercado nesta
terça-feira. As cotações chegaram a se aproximar dos US$ 100 por barril durante
a madrugada, diante da intensificação das tensões no Oriente Médio.
O Brent fechou em alta de 0,95%, a US$ 97,92 por barril, após atingir máxima de
US$ 99,45 — o maior nível intradiário em mais de três meses.
O WTI avançou 1,69%, encerrando a sessão a US$ 93,03, nos maiores patamares
desde o início de junho.
A pressão sobre a commodity aumentou após novos ataques atribuídos aos houthis
contra cidades e instalações de energia da Arábia Saudita. Os episódios
atingiram estruturas relacionadas à Saudi Aramco e provocaram interrupções
temporárias em operações de refino e escoamento.
Ao mesmo tempo, a escalada entre Estados Unidos e Irã mantém o Estreito de Ormuz
sob forte tensão. A redução do tráfego de navios comerciais e petroleiros pela
região elevou o prêmio de risco incorporado aos contratos futuros.
Petróleo caro começa a preocupar os juros
A valorização da commodity, entretanto, traz uma contradição para os mercados.
De um lado, o petróleo mais caro beneficia empresas produtoras e ajuda a
sustentar o desempenho de bolsas com forte participação de companhias do setor,
como a brasileira.
De outro, combustíveis mais caros podem alimentar a inflação global e dificultar
a trajetória de redução dos juros. O mercado passa a considerar o risco de que
bancos centrais, como o Federal Reserve e o Banco Central Europeu, tenham de
manter as taxas elevadas por mais tempo — ou até rever suas estratégias caso a
pressão inflacionária se intensifique.
Essa preocupação ajudou a limitar os ganhos do petróleo ao longo da sessão,
depois dos picos registrados durante a madrugada.
Número do Dia
16,29%. Essa é a valorização acumulada pelo Ibovespa em 2026 após o pregão desta
terça-feira.
O índice chegou a 189.488 pontos durante a sessão e terminou aos 187.366,84
pontos. Em setembro, o ganho já alcança 5,61%.
É uma recuperação expressiva, principalmente considerando que o mercado ainda
convive com um ambiente internacional de elevada incerteza.
Olhar do Fechamento
O Ibovespa continua mostrando força. Mesmo com o petróleo flertando com os US$
100, novas tensões no Oriente Médio e preocupações sobre inflação e juros
globais, a Bolsa brasileira conseguiu avançar novamente e se aproximar dos 188
mil pontos.
Mas a marca dos 190 mil pontos começa a aparecer no horizonte.
Será que o Ibovespa está realmente preparando o próximo salto ou os US$ 100 do
petróleo serão o teto invisível que poderá interromper essa arrancada?